Estamos vivendo há alguns dias o tempo quaresmal que faz-nos lembrar e, de certa forma, viver a simbologia dos quarenta dias que Jesus jejuou e orou no deserto antes de sua Paixão e Morte. A quarentena de Jesus não se resumiu apenas ao jejum e oração, mas foi marcada também pela tentação do inimigo de Deus.
A quaresma é de fato um tempo forte, tempo de provações e, portanto, tempo de conversão. As provações, para os que creem e têm fé, se fazem ainda maiores e mais fortes neste período, por isso a importância do jejum que é sacrifício, purificação e reflexão. Este tempo exige mais atenção e oração para que estas provações sejam superadas e que, como Jesus, não caiamos na tentação do inimigo que insiste em nos rodear.
O tempo quaresmal nos convida também à pratica do perdão, pedir e dar perdão, até porque ambos têm o mesmo peso, a mesma necessidade e, portanto, têm a mesma grandeza. Pedir perdão é um ato nobre, corajoso e sábio. Perdoar é, da mesma forma, nobre e um exercício de solidariedade e sabedoria. Que a nossa ignorância não nos faça entender que só se deve pedir perdão e perdoar nessa época do ano, mas o apelo se faz forte neste tempo; se não o fez ainda, eis a oportunidade.
Eis também o tempo de conversão. Se os nossos olhos estão de fato abertos, que possamos então ver o que acontece à nossa volta, aceitar as dificuldades que nos são impostas e os desafios a superar, como o momento certo para nos convertermos e aceitarmos que há um único Senhor e Salvador de nossas vidas, que morreu por nós, por nossos pecados, para que tenhamos vida eterna. Assim sendo, Ele é merecedor de nossos cânticos, louvores e adoração. Que a conversão chegue aos nossos corações para que possamos crer e anunciar a Boa Nova do Evangelho de Jesus Cristo. Eis que se aproxima o dia da Páscoa do Senhor e tudo se fará novo. Novas criaturas.
Abraços convertidos a todos. Excelente Páscoa!