Não que eu tenha algo contra o carnaval. Talvez meu problema seja com a maneira que as pessoas escolheram para celebrar essa festa popular. Que o Brasil é um país tropical, com mulheres e homens dotados de uma beleza distinta dos demais povos eu até entendo, mas o que tem a ver tudo isso com todas essas mulheres desfilando quase nuas pelas avenidas de todo o país? Corpos totalmente à mostra sem qualquer pudor ou bom senso.
E o que dizer então das tantas famílias que são destruídas no fervor da folia ao longo de 4 ou 5 dias? Pais que deixam suas esposas e filhos em casa e vão procurar no meio da farra algo que não perderam, logo, jamais poderiam encontrar. Mães que deixam seus filhos com os avós, com o pai e em casos mais graves, até mesmo sozinhos em casa e vão desfilar a beleza de seus atributos físicos para estranhos contemplarem e cobiçarem. Tantos jovens têm iniciação sexual, alcoólica ou até mesmo com drogas durante o carnaval. Tantos filhos serão frutos dessa "diversão" inconsequente.
Quantas jovens serão violentadas durante esse período. Não que não haja violência sexual no resto do ano, mas sabemos o quanto os estupros são mais comuns nessa época. Também de que outra forma poderiam reagir os que sofrem com distúrbios sexuais e tantas outras enfermidades que afetam sua sanidade? Falta de caráter que seja, o fato é que não são pessoas normais. Eles estão soltos por aí e sabemos disso. Já abordam e atacam mulheres que trajam roupas comuns que cobrem boa parte de seus corpos, o que não fariam com essas moças tão jovens que saem às ruas usando o menor dos trajes que têm em casa? Sempre ao final de cada noite de folia as delegacias receberão as "vítimas" relatando seus dramas, as violências sofridas.
É aí que eu entro nessa história e questiono: quem é a verdadeira vítima dessa história? As mulheres que saíram quase nuas de casa e foram estupradas ou o vulgo tarado que está ali já pronto para qualquer coisa? Estou certa de que as belas mulheres se vestiram, ou melhor, se despiram pensando em provocar e atrair os belos homens, mas o tiro acaba saindo pela culatra e elas acabam despertando a atenção de todos, eu disse todos. O fato é que as vezes não sei distinguir a vítima do vilão.
Brinquemos, dancemos, pulemos o carnaval, mas estejamos certos de qual é o nosso objetivo, que nossas roupas e nossas atitudes possam deixar claro para as demais pessoas o que buscamos nesta que é dita a maior festa popular do Brasil.
Abraços carnavalescos a todos!
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