Não sei porque as pessoas gostam tanto de se rotular. Fazem sempre questão de num momento de apresentação dizer que são magras ou gordas, negras ou brancas, evangélicas, católicas ou outra crença. Os rótulos por si só já supõem um preconceito, uma discriminação ou um comentário desnecessário a meu ver. Preconceito aliás, que parte do próprio locutor, daquele que fala.
Na verdade quando ouço algo do tipo fico sem saber o que dizer. Não sei se lamento, sinto pena ou raiva diante dessas situações. O que muda no conceito que uma pessoa tem a seu respeito quando você fornece uma informação dessa? Acrescenta algo?
Quando conheço alguém gosto de dizer que sou simpática, alegre, espontânea, sincera, impaciente e um tanto quanto chata quando o assunto é falsidade, ingratidão e discursos feitos em meio a rodeios, aqueles que muito falam e pouco dizem. Isso sim faz toda a diferença em mim, é o que me torna um ser humano único, interessante, gente boa ou não, depende do gosto e do ponto de vista de cada um.
Pessoas rotuladas são dignas de piedade, demonstram insegurança em suas falas e são demasiadamente desinteressantes. Por exemplo: quando me inscrevo em algum processo seletivo digo que sou negra, mas que não estou interessada em cotas para negros porque minha capacidade intelectual nada tem a ver com a cor da minha pele. Quando faço menção ao fato de eu ser gorda, só o faço para brincar com essa realidade, não que eu espere uma palavra amiga de alguém me consolando por causa dessa tragédia. Ah quer saber? Que se explodam os comentários, consolações e que se explodam também os rotulados, aqueles que se auto-rotulam. Vamos deixar de fazer papel de vítima, sejamos heróis ou vilões, mas sejamos alguém que age, luta, se movimenta e não aquele que sempre faz o coitadinho, o fraco, injustiçado.
O mundo precisa de gente forte, gente que faz, gente com personalidade forte e autêntica. Se tivermos que usar um rótulo que seja este, não outros de ordem mesquinha. Acorde, seja mais você, sempre!
Abraços desrotulados a todos!
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