terça-feira, 25 de setembro de 2012

Falemos de eleitores então

Muito se fala sobre o mau político, mas pouco se admite em um mau eleitor. Não percamos nosso tempo listando aqui todas aquelas características de alguns de nossos representantes que não nos agrada nem um pouco. Comentários, maldosos ou não, a respeito de políticos ou candidatos a cargos políticos são feitos de forma tão corriqueira de portão em portão e em todas as rodas de conversa que faz-se desnecessário citá-los novamente nesta ocasião. Falemos, pois, de nós mesmos, dos eleitores.

Que tipo de eleitores somos? Do tipo que esquece em qual candidato votou na última eleição? Ou seríamos aquele tipo comum que sempre procura um candidato que o ajude  em período eleitoral? O bom eleitor é aquele que conhece de tal forma o trabalho ou a vida de seu candidato que, nem se faria necessário toda essa campanha para convencer-lhe de seu voto. Um eleitor consciente não se atém à músicas, passeatas, carreatas ou algo do tipo, mesmo porque ele já está convicto de seu voto e tem seus motivos respaldados em situações anteriores às do período eleitoral.

O fato é que ninguém pode atestar sobre a honestidade do outro ou mesmo sobre suas intenções. Mesmo assim o João ou a Maria que conhecemos de outros carnavais merecem ou não o nosso voto por aquilo que nos apresentaram nesses outros carnavais e não neste período que, convenhamos, é muito suspeito, uma vez que as verdadeiras campanhas eleitorais são feitas em um momento que não compreende os 90 dias que antecedem a votação. Este é o papel do eleitor consciente: fazer uma retrospectiva da vida pública ou não de seu candidato e ver se ele tem sido sempre a pessoa que está sendo agora.

Ao contrário do que muitos dizem, política não se ganha nos últimos três dias de campanha, política se ganha durante toda uma vida em campanha. Acompanhe o seu candidato, conheça-o de outras épocas anteriores à de sua campanha eleitoral, veja se ele tem projetos e se estes são realizáveis. Observe se ele é bom pai, bom esposo, bom vizinho, bom amigo, patrão, funcionário, porque se ele falha e não serve para desempenhar essas funções, certamente não servirá para estar à frente de uma cidade como prefeito ou vereador.

Exija candidatos ficha limpa, mas seja um eleitor ficha limpa, voto ficha limpa.
Abraços conscientes a todos!

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