Não estamos interessados em suas histórias de vida ou em seus familiares e amigos de infância dando depoimentos apelativos sobre você. Se sua história de vida foi triste ou alegre, infância no sítio ou na cidade, se foi sempre pobre ou sempre rico, isso não muito nos importa. Estamos sim, interessados em seu caráter, sua competência, seu histórico de dedicação ao social e seu posicionamento diante das mais diversas situações políticas e econômicas de nossa sociedade. Ao eleitorado basta o que já se sabe sobre ti, que diga-se de passagem, é verdadeiro, ao contrário dos textos propositalmente escritos e ensaiados para o momento em questão e que muito lhe convém.
Um político nasce político porque politicagem não se ensina, não se aprende. Ninguém decide ser político de uma hora para outra. Uma pessoa do povo já nasce assim e durante toda a sua vida mostra-se desta forma naturalmente em suas atitudes no cotidiano, não sendo necessário em um determinado e conveniente momento prover-se de uma capa de bom cidadão, salvador da pátria e dono das grandes soluções para os problemas que sempre assolaram a sociedade.
Tolice tentar iludir o povo com essas músicas que ora são animadas, ora são dramáticas. Dramático mesmo é ter que ouvi-las logo pela manhã antes mesmo de abrir as cortinas e ver a luz do sol ou durante aquele momento sagrado de descanso após o almoço. Sair pela cidade mostrando os problemas nas ruas, problemas esses que conhecemos como ninguém, afinal ficamos de mandato a mandato clamando que sejam solucionados e tudo o que vemos é uma maquiagem grotesca sobre eles naquela velha tentativa de ludibriar o cidadão. Campanha política não é novela das nove pra ficar fazendo drama tentando uma comoção popular. Mostre com clareza suas propostas de melhorias, sem utopias e não perca seu precioso tempo na mídia apenas para despertar a piedade e tentar levar a sociedade às lágrimas.
Como você pode prometer resolver os problemas relacionados à saúde e educação se seus filhos nunca passaram uma madrugada na fila de um hospital público ou então aguardando vaga nas escolas da rede pública? Precisamos de gente honesta, gente que conhece e acompanha de perto as necessidades do povo. A gente precisa é de gente da gente, que entende a gente, que sofre com a gente, que quer o bem da gente.
Estamos atentos, atente-se você também.
Um abraço preocupado e alerto a todos!
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