terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O outro lado do Natal

O mês de dezembro é o mês das expectativas, festas e grandes eventos. As famílias, empresas e demais grupos sociais estão se preparando para as confraternizações de fim de ano, festividades natalinas e posteriormente a festa de Reveillon. 

A expectativas para tais eventos tomam conta de todos que irão se encontrar para comemorar. Todavia, nem tudo é assim tão lindo e fraterno nessa época do ano. Vem por aí o indulto natalino. Por algum motivo a justiça brasileira entende que os cidadãos detidos em decorrência de alguma dívida com a sociedade podem sair dos presídios para festejar essa data junto de seus familiares. É exatamente aí que surge minha dúvida e minha indignação: como pode tal coisa? Soltar um indivíduo, um criminoso para estar no meio da sociedade nesse período em que muitos se ausentam de suas casas? Ou prende ou solta! Preso e solto ao mesmo tempo é impossível, é intolerável, difícil de compreender. 

É devido a essa prática da justiça que são comuns nessa época roubos, assaltos, sequestros e todo o tipo de violência nas ruas, uma vez que temos pessoas que não estão em condições de viver em sociedade transitando livremente por aí. Entendo que essas pessoas também têm família, mas então que recebam suas visitas nos presídios, talvez isso até faça com que valorizem a liberdade repensando seu modo de levar a vida. O que não se pode fazer é privar cidadãos de bem, honestos, que pagam seus impostos da liberdade plena e, principalmente, de poder sair de suas casas para festejar com amigos ou até mesmo viajar, uma vez que não se tem a garantia da segurança de seus bens ou mesmo sua integridade física.

Se olharmos com cautela para o sistema prisional do nosso país levando em consideração todas as regalias oferecidas aos criminosos, bem como a assistência dada às suas famílias veremos que há uma dúvida pertinente que não nos deixa ver claramente de que lado está a justiça e para quem ela realmente trabalha. Habeas Corpus, réu primário, réu com nível superior e outras coisas mais; a meu ver bandido é bandido, com ou sem estudo, violando a lei pela primeira ou milésima vez, é bandido e lugar de bandido é atrás das grades refletindo sobre seus crimes e se preparando para voltar à vida social, o que sabemos bem que em nosso país não acontece essa recuperação, mas isso aí já é assunto pra outra conversa.

Vigiai pois não sabeis nem o dia nem a hora, a época mais provável é essa mas não dá pra saber exatamente quando eles vão agir.

Abraços atentos a todos!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Então é Natal!

O que há para ser dito acerca do sentido do Natal? Os presentes que são trocados nesta época entre amigos, familiares, colegas de trabalho? A ceia que reúne conhecidos e é simbolizada pela fartura? As viagens que são programadas para este tempo? Que sentido tem o Natal pra você?

O verdadeiro sentido do Natal está presente, é centrado no nascimento de Jesus. O grande presente que devemos nos dar é sentir a presença Dele nascendo em nós e fazer o outro sentir a alegria desse nascimento em nós. O maior motivo de alegria celebrado durante a ceia deve ser o contentamento de estar junto da família e dos amigos queridos comemorando a vinda do rei Jesus.

Façamos uma viagem ao nosso interior, ao íntimo do nosso coração abrindo as portas de nosso ser para que o menino Jesus possa nascer verdadeiramente em nós para mudar a nossa vida.

O convite que faço a vocês leitores é que repensem o jeito de ver as festas de fim de ano. Avalie seus conceitos sobre o Natal e Ano Novo. A maioria de nós festeja muito, mas sequer sabemos o motivo, a razão pela qual estamos festejando. Façamos um exame de consciência para identificar nossos erros e acertos acerca dessa questão. Estamos às portas do Natal. Natal é nascimento, natalidade; permitamos, portanto, o nascimento de bons sentimentos, expectativas, o renascimento da esperança e do amor a si mesmo e ao próximo.

Bom Natal a todos! Abraços natalinos!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cidadania?


Eu fico sem água, sem luz e sem ao menos ter sido avisada previamente. Eu me assusto no trânsito com os imprudentes que dirigem e pilotam como loucos. Meu salário por maior que seja não dá conta de suprir todas as minhas necessidades em virtude dos altos impostos cobrados. Passo horas na fila do banco, hospital e demais pontos de atendimento público ou privado.

O atendimento em geral em quase todas as repartições públicas é de péssima qualidade. As pessoas não têm formação para atuarem no cargo que ocupam, nem se dispõem a fazer um bom trabalho e geralmente estão ocupadas demais - lendo revistas, assistindo TV ou apenas falando da vida alheia - para ouvir com atenção e procurar atender da melhor maneira possível os cidadãos que dependem de seus serviços. A instituição privada, por sua vez, não está muito diferente; se apóia na desculpa de ter muitos clientes e mal se desculpa por “nos deixar na mão” com relação a vários serviços prestados. Ainda bem que existem boas exceções desses casos por aí. 

As crianças vivem brincando no meio da rua como se estivessem no parque, os cachorros e gatos soltos por aí como se a cidade fosse um grande pet shop. Os idosos não têm seus direitos respeitados totalmente em qualquer lugar que seja e não podemos afirmar com certeza absoluta que o cidadão tenha direito de expressar-se e protestar sem sofrer represálias. As famílias e instituições de caridade estão à mercê de sua própria sorte. Bolsas de “n” situações são criadas e oferecidas para amenizar ou maquiar problemas que a meu ver só aumentam e se tornam mais complexos.

Vamos à pergunta que não quer calar? Onde está a justiça, direitos e deveres dos cidadãos? Onde estão nossos políticos e seus projetos de lei? Ah sim! Eles estão voltados à criação e aprovação da lei da palmada. Seu foco agora é intervir na forma como os pais educam seus filhos. Mas isso já é assunto pra outra publicação! Então até lá, mas enquanto isso vamos sacudir a poeira, ficar de olho e observar com mais cautela as situações que nos cercam.

Abraços de uma cidadã atenta!

É bicho, mas está vivo!

Falemos então dos animais domésticos. Gatos, cachorros, periquitos, papagaios e outros mais um tanto quanto exóticos que existem por aí. Animais domésticos são realmente queridos, fazem parte da família, do cotidiano e, portanto, é impossível não criar vínculos de afeto e carinho com os bichinhos. Cuidar também se faz muito importante, afinal, são animais irracionais e dependentes daqueles que se dispuseram a adotá-los. 

Se pegou pra cuidar, cuide. É bem simples assim; ao menos deveria ser. O fato é que muitos deixam seus animais de lado, entregues à própria sorte, sem banho, comida, cuidados com a higiene e saúde, isso sem falar naqueles benditos que criam os bichos na rua favorecendo um acidente que pode vitimar fatalmente pilotos e o próprio animal. Dos males o menor, mas, ainda não é só isso pois, merecem nossa atenção outros animais irracionais (me refiro agora a alguns também chamados de seres humanos) que torturam, muitas vezes até a morte bichos de estimação, seus e dos outros.

Como entender uma mente perversa como essa? Toma posse de um animal mas não cuida, não alimenta, não mantem protegido de possíveis acidentes e ainda maltrata. Volto ao que disse anteriormente: pegou pra cuidar, cuide! E, se por ventura, não der conta, doe. Estava há pouco assistindo a um vídeo de uma enfermeira espancando um cachorrinho na frente de uma criança. Sou professora, pedagoga e minha indignação parece maior que a dos demais cidadãos. Quanta informação errada chegando pra essa criança! É desumano com o cachorro, é desumano com a criança. É preciso mais atenção com esses casos, é preciso mais amor, dedicação e humanidade. Cuidar de um animal de estimação não significa apenas levá-lo ao pet shop, dar ração de boa qualidade ou simplesmente tê-lo como muitos o fazem. É preciso mais que isso, dedique seu tempo, sua atenção e leve ao pé da letra a palavra "cuidar".

Abraços revoltados a todos (risos)!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Professora, babá...mãe

Nasci para ser professora, não há dúvidas quanto a isso. Gosto de dar aulas de inglês, mas há alguns meses tenho trabalhado como estagiária em uma escola de educação infantil com crianças de 1 a 2 anos. Tenho 10 alunos em uma sala e fico 4 horas e 15 minutos com eles todos os dias. São uns queridos, fofos, dependentes, carinhosos, terríveis, teimosos e arteiros. São crianças.

Tenho dito que lá na creche sou mais babá do que professora. Preciso sentar-me no chão para brincar e afagar os pequenos; pegá-los no colo, dar banho, trocar fralda, colocar pra dormir. Sou babá em meio período. A tarefa não é fácil, afinal é preciso cuidar deles como se fossem meus. Auxiliá-los quando necessário cuidando pra não deixá-los com sede, febre ou fome. Eles retribuem todo esse carinho e cuidado que dispenso a eles mas, em contrapartida, eles aprontam das suas e então é preciso corrigi-los e tentar convencê-los de que certas coisas não devem acontecer.

Com a convivência diária eles acabam me chamando de mãe, é normal nessa idade e, principalmente, com crianças que ficam na creche em período integral como é o caso desses. As vezes fico pensativa, refletindo o grau de carência desses pequenos que passam o dia com desconhecidos íntimos a ponto de chamar-nos de mãe. É isso que sou: uma desconhecida, porém, íntima dos meus "filhos". Durante 4 horas do dia tudo o que acontece com eles é de minha responsabilidade (e também da professora a quem auxilio), tudo o que eles precisam é a mim que procuram para socorrê-los, eu sou tudo o que eles têm.

Oito meses experienciando esse fato novo e posso dizer com conhecimento de causa: é fácil amar e cuidar do próprio filho mas, para amar e cuidar dos filhos de estranhos é preciso ter o dom. Sou, sem dúvida, professora, babá e mãe. Isso me causa uma sensação estranha, mas sempre sorrio quando digo essa frase. Sorrio agora.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sou cidadão

De acordo com o dicionário e outras fontes de pesquisa cidadão é todo aquele que exerce a cidadania e, cidadania é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade que vive.

Creio que se todos compreendêssemos a mensagem explícita no conceito acima esse meu texto nem seria necessário. Entretanto ao contrário disso ele se faz totalmente importante e necessária a sua leitura. 

Ser cidadão é estar em dia com seus deveres de cidadão pagando seus impostos, ajudando a manter limpa a cidade e, mais especificamente falando, a rua onde se vive, participando ativamente da sociedade. Isso implica cumprir, como disse há pouco, suas obrigações para então buscar e reclamar seus direitos. Direitos de ir e vir livremente com sua moral e integridade asseguradas. Direito à qualidade de vida, saúde, alimentação, moradia, educação. Se interrogarmos as pessoas por aí elas certamente dirão que é isso que esperam de seu governo, sua gestão política. Esperam! E só esperam mesmo porque infelizmente a maioria dos cidadãos se acomodam em suas condições, muitas vezes precárias, se limitando a falar de seus problemas com os vizinhos fazendo de um assunto tão sério uma simples conversa de portão.

Um cidadão de verdade assume seus deveres com responsabilidade e batalha digna e corretamente por seus direitos; busca respostas e soluções rápidas para suas incomodações; se organiza socialmente em associações de bairro e outras áreas afins. 

Ninguém pode calar a voz do povo que clama por justiça, igualdade e humanidade para todos, afinal, a voz do povo é a voz de Deus, não é mesmo?

Exerçam vossa cidadania com orgulho!

Abraços a todos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E se eu morresse amanhã?

Quantos anos você tem? Desses tantos anos que você tem estado vivo, quantos de fato você viveu?

Certamente você já se deu conta de que os anos que definem  a sua idade são diferentes dos anos que você viveu. Se descontarmos as horas que passamos dormindo, tantas outras gastas a falar da vida alheia - o que traz algum prazer, admito - e ainda todo o tempo consumido com ideias torpes e inúteis teremos subtraídos alguns anos em nossa contagem.

A cada novo dia somos agraciados com 24 horas. É normal não repararmos nisso, afinal um presente que se ganha todos os dias já não surpreende e não excita mais. Contudo, alerte agora para este fato: à meia noite você será agraciado com mais 24 horas de vida. Já pensou o que vai fazer com elas? Já pensou em qual seria a melhor forma de utilizá-las? Se isto te surpreende ou assusta aqui vai uma dica: suponha que sejam estas suas últimas 24 horas.

O que você tem feito para deixar como herança aos seus? Não me refiro ao dinheiro, ao patrimônio material, mas ao exemplo e história de vida que poderão ser lembrados gerações à frente. É preciso acordar a cada novo dia pensando com a cabeça de alguém que está no corredor da morte e, se pararmos pra pensar, é bem onde estamos. Acordar como se este fosse seu último dia de vida, estar com aqueles que você ama, dizer coisas que sejam aproveitáveis, dar a sua parcela de contribuição com a construção de um mundo melhor para todos e  fazer todos melhores para o mundo.

Como papai sempre diz: "a única certeza que temos é a de que vamos morrer, afinal para morrer, basta estar vivo". Estou inclinada a dizer que você já gastou 90 segundos de suas 24 horas lendo este texto, tempo muito bem gasto, diga-se de passagem, mas agora corra a aproveitar o restante, seu saldo de créditos está está se esgotando e talvez você não possa fazer uma nova recarga.

Que sejam abençoadas suas próximas 24 horas!

Eu não vivo sem você...

Bom, você deve estar se referindo ao oxigênio, certo? Talvez a seus pais, seus irmãos ou o próprio Deus.

Por que nós insistimos na ideia de amar mais a uma pessoa qualquer do que a nós mesmos? Quem seria a tal pessoa merecedora de todas as nossas lágrimas, noites mal dormidas, angústias e outros sentimentos de tristeza e aflição? Muitas vezes, penso que na maioria delas, essas pessoas estão ligadas, amando uma terceira que muito provavelmente ama uma quarta. Observe que há uma bola de neve se formando e você está preso a ela, envolvido e não consegue se libertar. 

O amor é de fato um sentimento nobre, portanto, comece amando a si mesmo, é bíblico (Mc 12,31); o versículo sugere que você ame o próximo como você se ama, assim entende-se que devemos nos amar acima de qualquer outra pessoa, o amor próprio é o primeiro e o mais importante. Muitos amam e são correspondidos nesse sentimento, mas quando isso não acontece não há razão alguma para desistir da vida, dos planos, de tudo enfim. Há outros próximos e próximas a quem poderemos amar, cada coisa em seu lugar, é claro.

Não se apegue a essa história de primeiro e único amor, principalmente na adolescência onde tudo é vivido com mais intensidade e tudo parece eterno. Ama-se o namorado de 14 anos como se fosse e tivesse de amá-lo por toda a vida. Depois de tantas idas e vindas, tantos amores e desamores aprendi que o amor não é apenas cego, mas também surdo, mudo e desprovido de inteligência. Sigamos amando mais e melhor até que o Senhor nos envie aquele a quem amaremos e que nos amará por toda a vida.

Abraço amoroso a todos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sou cristão sim, mas não costumo ir à igreja!

Como assim ser cristão e não ir à igreja? Cristão é todo aquele que acredita em Jesus Cristo, segue seus ensinamentos e participa da religião de Cristo, o Cristianismo.

Muitas pessoas afirmam não haver nenhum vínculo entre o cristianismo e a religiosidade, a ida à igreja. Defendem um ponto de vista de que suas orações podem ser feitas em casa sem a necessidade de participar dos cultos e da disciplina da religião em questão. Mas como pode alguém caminhar na vida sem ter disciplina? A disciplina é o que rege nosso comportamento. Você por acaso tem algum amigo com quem sempre conversa, sempre pode contar mas que você nunca vai à casa dele?

Ir à igreja é uma importante atitude de cada cristão pois é lá que se pode encontrar aqueles que comungam das mesmas ideias, celebram juntos e rendem graças e louvores ao nosso soberano Deus. Minha experiência religiosa é ampla e abençoada. Foi no calor da unidade dos meus irmãos em Cristo que encontrei abrigo, aconchego e força para superar as grandes barreiras e tormentos pelos quais passei. Nos dias de hoje posso afirmar com certeza que grandes amigos fiz ao participar ativamente das celebrações dominicais e dos eventos promovidos pela minha comunidade cristã.

A todos aqueles que se dizem cristãos e ainda não participam dos cultos deixo aqui o meu convite: procure visitar uma igreja que seja condizente com sua fé e seja um cristão participativo. Esperamos por você!
Forte abraço!

Ahh que saudades do meu país

Há tempos que reflito sobre essa frase procurando encontrar uma razão real, um motivo palpável para tantas lamentações acerca do fato de estar longe de casa, da família, dos amigos enfim. Meus irmãos chegaram a morar fora do Brasil durante longo tempo e ainda hoje tenho outros parentes, amigos e conhecidos que vivem no exterior. Ouço e leio sempre suas frases saudosistas acompanhadas, muitas vezes, da lamentação extrema por causa de uma dor forte causada pela perda de um ente muito querido. 

Ora, morar e trabalhar em outros países proporciona mesmo algumas vantagens financeiras e outras relacionadas ao padrão de vida mas, a meu ver, as desvantagens que isso traz são muito maiores e mais impactantes. Ficar longe da família, dos amigos de toda uma vida, correr o risco de nunca mais encontrar alguns deles com vida, isso é apavorante. Não que eu critique quem busca melhores condições e oportunidades longe desta terra, mas estou chamando a atenção para o fato de as pessoas não assumirem a responsabilidade sobre suas decisões e ficarem repetindo o mesmo texto sempre, sempre, sempre. 

Hoje eu também moro longe daqueles com quem estive durante 24 anos, tenho saudades deles, mas não faço de minhas lamentações e dizeres sobre essa saudade minha oração diária. Quando me mudei do meu estado de origem assumi toda a responsabilidade e procurei estar ciente de todo o risco que corria com relação a todos aqueles que deixei para trás. Questiono-vos, pois: de fato vale a pena estar longe dos teus? Você vive a vida do jeito que sempre quis viver? Lembre-se do velho ditado: Viva cada dia de sua vida como se fosse o último.

Abraços carinhosos!