sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cidadania?


Eu fico sem água, sem luz e sem ao menos ter sido avisada previamente. Eu me assusto no trânsito com os imprudentes que dirigem e pilotam como loucos. Meu salário por maior que seja não dá conta de suprir todas as minhas necessidades em virtude dos altos impostos cobrados. Passo horas na fila do banco, hospital e demais pontos de atendimento público ou privado.

O atendimento em geral em quase todas as repartições públicas é de péssima qualidade. As pessoas não têm formação para atuarem no cargo que ocupam, nem se dispõem a fazer um bom trabalho e geralmente estão ocupadas demais - lendo revistas, assistindo TV ou apenas falando da vida alheia - para ouvir com atenção e procurar atender da melhor maneira possível os cidadãos que dependem de seus serviços. A instituição privada, por sua vez, não está muito diferente; se apóia na desculpa de ter muitos clientes e mal se desculpa por “nos deixar na mão” com relação a vários serviços prestados. Ainda bem que existem boas exceções desses casos por aí. 

As crianças vivem brincando no meio da rua como se estivessem no parque, os cachorros e gatos soltos por aí como se a cidade fosse um grande pet shop. Os idosos não têm seus direitos respeitados totalmente em qualquer lugar que seja e não podemos afirmar com certeza absoluta que o cidadão tenha direito de expressar-se e protestar sem sofrer represálias. As famílias e instituições de caridade estão à mercê de sua própria sorte. Bolsas de “n” situações são criadas e oferecidas para amenizar ou maquiar problemas que a meu ver só aumentam e se tornam mais complexos.

Vamos à pergunta que não quer calar? Onde está a justiça, direitos e deveres dos cidadãos? Onde estão nossos políticos e seus projetos de lei? Ah sim! Eles estão voltados à criação e aprovação da lei da palmada. Seu foco agora é intervir na forma como os pais educam seus filhos. Mas isso já é assunto pra outra publicação! Então até lá, mas enquanto isso vamos sacudir a poeira, ficar de olho e observar com mais cautela as situações que nos cercam.

Abraços de uma cidadã atenta!

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