Eu fico sem água, sem luz e sem ao menos ter
sido avisada previamente. Eu me assusto no trânsito com os imprudentes que
dirigem e pilotam como loucos. Meu salário por maior que seja não dá conta de
suprir todas as minhas necessidades em virtude dos altos impostos cobrados.
Passo horas na fila do banco, hospital e demais pontos de atendimento público
ou privado.
O atendimento em geral em quase todas as
repartições públicas é de péssima qualidade. As pessoas não têm formação para
atuarem no cargo que ocupam, nem se dispõem a fazer um bom trabalho e
geralmente estão ocupadas demais - lendo revistas, assistindo TV ou apenas
falando da vida alheia - para ouvir com atenção e procurar atender da melhor
maneira possível os cidadãos que dependem de seus serviços. A instituição
privada, por sua vez, não está muito diferente; se apóia na desculpa de ter
muitos clientes e mal se desculpa por “nos deixar na mão” com relação a vários
serviços prestados. Ainda bem que existem boas exceções desses casos por
aí.
As crianças vivem brincando no meio da rua
como se estivessem no parque, os cachorros e gatos soltos por aí como se a cidade
fosse um grande pet shop. Os idosos não têm seus direitos respeitados
totalmente em qualquer lugar que seja e não podemos afirmar com certeza
absoluta que o cidadão tenha direito de expressar-se e protestar sem sofrer
represálias. As famílias e instituições de caridade estão à mercê de sua
própria sorte. Bolsas de “n” situações são criadas e oferecidas para amenizar
ou maquiar problemas que a meu ver só aumentam e se tornam mais complexos.
Vamos à pergunta que não quer calar? Onde está
a justiça, direitos e deveres dos cidadãos? Onde estão nossos políticos e seus
projetos de lei? Ah sim! Eles estão voltados à criação e aprovação da lei da
palmada. Seu foco agora é intervir na forma como os pais educam seus filhos.
Mas isso já é assunto pra outra publicação! Então até lá, mas enquanto isso
vamos sacudir a poeira, ficar de olho e observar com mais cautela as situações
que nos cercam.
Abraços de uma cidadã atenta!
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