terça-feira, 25 de setembro de 2012

Falemos de eleitores então

Muito se fala sobre o mau político, mas pouco se admite em um mau eleitor. Não percamos nosso tempo listando aqui todas aquelas características de alguns de nossos representantes que não nos agrada nem um pouco. Comentários, maldosos ou não, a respeito de políticos ou candidatos a cargos políticos são feitos de forma tão corriqueira de portão em portão e em todas as rodas de conversa que faz-se desnecessário citá-los novamente nesta ocasião. Falemos, pois, de nós mesmos, dos eleitores.

Que tipo de eleitores somos? Do tipo que esquece em qual candidato votou na última eleição? Ou seríamos aquele tipo comum que sempre procura um candidato que o ajude  em período eleitoral? O bom eleitor é aquele que conhece de tal forma o trabalho ou a vida de seu candidato que, nem se faria necessário toda essa campanha para convencer-lhe de seu voto. Um eleitor consciente não se atém à músicas, passeatas, carreatas ou algo do tipo, mesmo porque ele já está convicto de seu voto e tem seus motivos respaldados em situações anteriores às do período eleitoral.

O fato é que ninguém pode atestar sobre a honestidade do outro ou mesmo sobre suas intenções. Mesmo assim o João ou a Maria que conhecemos de outros carnavais merecem ou não o nosso voto por aquilo que nos apresentaram nesses outros carnavais e não neste período que, convenhamos, é muito suspeito, uma vez que as verdadeiras campanhas eleitorais são feitas em um momento que não compreende os 90 dias que antecedem a votação. Este é o papel do eleitor consciente: fazer uma retrospectiva da vida pública ou não de seu candidato e ver se ele tem sido sempre a pessoa que está sendo agora.

Ao contrário do que muitos dizem, política não se ganha nos últimos três dias de campanha, política se ganha durante toda uma vida em campanha. Acompanhe o seu candidato, conheça-o de outras épocas anteriores à de sua campanha eleitoral, veja se ele tem projetos e se estes são realizáveis. Observe se ele é bom pai, bom esposo, bom vizinho, bom amigo, patrão, funcionário, porque se ele falha e não serve para desempenhar essas funções, certamente não servirá para estar à frente de uma cidade como prefeito ou vereador.

Exija candidatos ficha limpa, mas seja um eleitor ficha limpa, voto ficha limpa.
Abraços conscientes a todos!

sábado, 1 de setembro de 2012

Não é novela das nove!

Não estamos interessados em suas histórias de vida ou em seus familiares e amigos de infância dando depoimentos apelativos sobre você. Se sua história de vida foi triste ou alegre, infância no sítio ou na cidade, se foi sempre pobre ou sempre rico, isso não muito nos importa. Estamos sim, interessados em seu caráter, sua competência, seu histórico de dedicação ao social e seu posicionamento diante das mais diversas situações políticas e econômicas de nossa sociedade. Ao eleitorado basta o que  se sabe sobre ti, que diga-se de passagem, é verdadeiro, ao contrário dos textos propositalmente escritos e ensaiados para o momento em questão e que muito lhe convém.

Um político nasce político porque politicagem não se ensina, não se aprende. Ninguém decide ser político de uma hora para outra. Uma pessoa do povo já nasce assim e durante toda a sua vida mostra-se desta forma naturalmente em suas atitudes no cotidiano, não sendo necessário em um determinado e conveniente momento prover-se de uma capa de bom cidadão, salvador da pátria e dono das grandes soluções para os problemas que sempre assolaram a sociedade.

Tolice tentar iludir o povo com essas músicas que ora são animadas, ora são dramáticas. Dramático mesmo é ter que ouvi-las logo pela manhã antes mesmo de abrir as cortinas e ver a luz do sol ou durante aquele momento sagrado de descanso após o almoço. Sair pela cidade mostrando os problemas nas ruas, problemas esses que conhecemos como ninguém, afinal ficamos de mandato a mandato clamando que sejam solucionados e tudo o que vemos é uma maquiagem grotesca sobre eles naquela velha tentativa de ludibriar o cidadão. Campanha política não é novela das nove pra ficar fazendo drama tentando uma comoção popular. Mostre com clareza suas propostas de melhorias, sem utopias e não perca  seu precioso tempo na mídia apenas para despertar a piedade e tentar levar a sociedade às lágrimas.

Como você pode prometer resolver os problemas relacionados à saúde e educação se seus filhos nunca passaram uma madrugada na fila de um hospital público ou então aguardando vaga nas escolas da rede pública? Precisamos de gente honesta, gente que conhece e acompanha de perto as necessidades do povo. A gente precisa é de gente da gente, que entende a gente, que sofre com a gente, que quer o bem da gente.
Estamos atentos, atente-se você também.

Um abraço preocupado e alerto a todos!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Não é preconceito, é opinião própria!

Tenho passado dias e mais dias tentando entender o preconceito, aliás, tentando entender o conceito do preconceito. Com base nas informações e conceitos que encontrei por aí, não consigo me considerar uma pessoa preconceituosa, pois o preconceito consiste na discriminação e até mesmo na perseguição para com aqueles considerados "diferentes", e este definitivamente não é o meu caso. Eu pertenço ao grupo dos que conservam e lutam pelo direito de discordar de determinadas atitudes ou situações.

Sempre que não concordo e não apoio a atitude ou postura de alguém procuro manter-me afastada desta durante o tempo em que ela se comporta de tal forma. Isto, contudo, não quer dizer que não gosto dessa pessoa ou a julgo inferior às outras, indigna ou algo do tipo. Isto apenas quer dizer que estou exercendo o meu direito de não gostar, de ser contra. 

Alguns podem até chamar de preconceito, eu porém, chamo de opinião própria. Alguns têm o direito de fazer, e eu o de não aceitar certas coisas. Simples assim, sigamos cada um com suas vidas respeitando o espaço e a opinião do outro. Se a ideia é não ter preconceito, então que este não seja notado em nenhum momento, para com ninguém, nem mesmo para com os que têm opinião própria e pensam de forma diferente.

Um forte abraço sem preconceito a todos!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Virtualidade

A sociedade vive um momento de medo e temor diante de tanta violência, o que a faz isolar-se e esconder-se do mundo atrás de altos muros, portões fechados e cercas elétricas. Grande é a busca por segurança e os cuidados para correr o menor risco possível. Por outro lado, com o advento da era digital e o surgimento das redes sociais bem como sua adesão imediata e crescimento acelerado de usuários, a vida das pessoas voltou a ficar em evidência, mas dessa vez com uma super exposição desmedida e bem pouco segura. 

O que os altos muros escondem, as simpáticas fotografias revelam de forma detalhada e permanentemente acessível. A privacidade antes tão primada e reservada, de repente está a um clique apenas. O desejo de se expor agora sobrepõe à necessidade de não ser visto e não ser notado, não ser alvo. Assim fica difícil entender o que de fato querem as pessoas, quais são suas intenções. Ora se fecham como ostras, ora se abrem como girassóis.

Conectamo-nos com pessoas que vivem do outro lado do planeta, gente que não conhecemos, com índole, procedência e comportamento desconhecidos. Sequer podemos afirmar que a foto no perfil é da mesma pessoa com quem trocamos ideias e informações pessoais, ao menos de nossa parte. Na contramão disso, também mantemos uma relação virtual com quem mora ao lado, alguém que diariamente encontramos e raramente cumprimentamos. Amigos de redes sociais e ainda desconhecidos de vida social.

Ainda há muito o que aprender sobre relacionamento. Ainda há muito o que descobrir sobre comportamento humano. Enquanto isso brincamos de fazer amigos, campanhas sociais em prol dos direitos humanos que não saem do mundo virtual, inventamos uma vida serena e feliz para expor ao mundo. 

O fato é que em plena era digital nada que não tenha cabo USB ou conexão com a rede mundial de computadores parece nos atrair. Ainda assim penso que, a internet assim como o conhecimento, não é o melhor da vida, o segredo está, porém, no uso que de ambos se faz.

Um abraço conectado e virtual a todos!
Este texto é dedicado à minha querida amiga e leitora Ramily Soave Inácio que gentilmente sugeriu o tema.

domingo, 18 de março de 2012

Eis o tempo de conversão!

Estamos vivendo há alguns dias o tempo quaresmal que faz-nos lembrar e, de certa forma, viver a simbologia dos quarenta dias que Jesus jejuou e orou no deserto antes de sua Paixão e Morte. A quarentena de Jesus não se resumiu apenas ao jejum e oração, mas foi marcada também pela tentação do inimigo de Deus.

A quaresma é de fato um tempo forte, tempo de provações e, portanto, tempo de conversão. As provações, para os que creem e têm fé, se fazem ainda maiores e mais fortes neste período, por isso a importância do jejum que é sacrifício, purificação e reflexão. Este tempo exige mais atenção e oração para que estas provações sejam superadas e que, como Jesus, não caiamos na tentação do inimigo que insiste em nos rodear.

O tempo quaresmal nos convida também à pratica do perdão, pedir e dar perdão, até porque ambos têm o mesmo peso, a mesma necessidade e, portanto, têm a mesma grandeza. Pedir perdão é um ato nobre, corajoso e sábio. Perdoar é, da mesma forma, nobre e um exercício de solidariedade e sabedoria. Que a nossa ignorância não nos faça entender que só se deve pedir perdão e perdoar nessa época do ano, mas o apelo se faz forte neste tempo; se não o fez ainda, eis a oportunidade.

Eis também o tempo de conversão. Se os nossos olhos estão de fato abertos, que possamos então ver o que acontece à nossa volta, aceitar as dificuldades que nos são impostas e os desafios a superar, como o momento certo para nos convertermos e aceitarmos que há um único Senhor e Salvador de nossas vidas, que morreu por nós, por nossos pecados, para que tenhamos vida eterna. Assim sendo, Ele é merecedor de nossos cânticos, louvores e adoração. Que a conversão chegue aos nossos corações para que possamos crer e anunciar a Boa Nova do Evangelho de Jesus Cristo. Eis que se aproxima o dia da Páscoa do Senhor e tudo se fará novo. Novas criaturas.

Abraços convertidos a todos. Excelente Páscoa! 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pensamento de fim de noite

Por vezes chegamos ao final de mais um dia de trabalho, estudo e tantas outras tarefas com a estranha sensação de que não fizemos tudo que era possível, que nem todas as coisas ficaram perfeitas e que não foi dado o nosso melhor.

A auto-crítica faz parte da personalidade daqueles que têm consciência do que fazem. Avaliar o desempenho promovido ao longo do expediente é parte fundamental de um processo que resulta em aperfeiçoamento, progresso e crescimento. 

Contudo, se o dia de hoje não foi dos melhores, acalme-se. Amanhã o sol nascerá outra vez, haverá um novo dia, novas oportunidades e novas perspectivas. As oportunidades perdidas hoje jamais serão recuperadas apesar de todo e qualquer esforço que possamos fazer,  no entanto, creia que o dia de amanhã poderá trazer oportunidades melhores e que poderão ser melhor aproveitadas graças à experiência adquirida com aquilo que acreditamos ter sido uma perda no dia de hoje. 

Já disseram que o mais importante não é o que acontece comigo, mas como eu reajo ao que acontece comigo. Pelo sim e pelo não, durma, e se por acaso acordares amanhã, recomece!

Abraços oportunos a todos!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Solidariedade

Estamos em fevereiro, quase março e a solidariedade está em baixa. O espírito natalino adormeceu. Aquele anseio coletivo de ajudar o próximo, de ir ao encontro, a necessidade de fazer o bem sem olhar a quem expirou. 
Pior para os pobres, mendigos e mais necessitados. Azar o deles que sentem frio, fome e sede o ano todo. Pior para eles que não conseguirão fazer uma cesta básica durar o ano inteiro.

Por algum motivo ainda não estudado e não compreendido, às vésperas das festas natalinas as pessoas sentem um desejo bonito, porém perecível de ajudar e ser solidárias com os mais necessitados. Contudo, infelizmente quem precisa desse tipo de ajuda, precisa o ano inteiro, assim como quem passa fome, frio e sede não o faz somente nessa época. E não dá pra maquiar essa situação fazendo o bem somente em um mês. E os outros 11?
Isso é hipocrisia. Marketing pessoal. É querer compensar em uma doação todas as outras que não foram feitas ao longo de todo o ano. Se quisermos ser solidários, sejamos sempre. Escolha ser um cidadão de bem, solidário, acolhedor sempre, contudo, se essa tarefa lhe parecer árdua e impossível de realizar, acalme-se, pois já é quase março e faltam apenas 9 meses para o Natal chegar de novo.

Abraços solidários a todos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

É carnaval sim, e daí?

Não que eu tenha algo contra o carnaval. Talvez meu problema seja com a maneira que as pessoas escolheram para celebrar essa festa popular. Que o Brasil é um país tropical, com mulheres e homens dotados de uma beleza distinta dos demais povos eu até entendo, mas o que tem a ver tudo isso com todas essas mulheres desfilando quase nuas pelas avenidas de todo o país? Corpos totalmente à mostra sem qualquer pudor ou bom senso. 

E o que dizer então das tantas famílias que são destruídas no fervor da folia ao longo de 4 ou 5 dias? Pais que deixam suas esposas e filhos em casa e vão procurar no meio da farra algo que não perderam, logo, jamais poderiam encontrar. Mães que deixam seus filhos com os avós, com o pai e em casos mais graves, até mesmo sozinhos em casa e vão desfilar a beleza de seus atributos físicos para estranhos contemplarem e cobiçarem. Tantos jovens têm iniciação sexual, alcoólica ou até mesmo com drogas durante o carnaval. Tantos filhos serão frutos dessa "diversão" inconsequente. 

Quantas jovens serão violentadas durante esse período. Não que não haja violência sexual no resto do ano, mas sabemos o quanto os estupros são mais comuns nessa época. Também de que outra forma poderiam reagir os que sofrem com distúrbios sexuais e tantas outras enfermidades que afetam sua sanidade? Falta de caráter que seja, o fato é que não são pessoas normais. Eles estão soltos por aí e sabemos disso. Já abordam e atacam mulheres que trajam roupas comuns que cobrem boa parte de seus corpos, o que não fariam com essas moças tão jovens que saem às ruas usando o menor dos trajes que têm em casa? Sempre ao final de cada noite de folia as delegacias receberão as "vítimas" relatando seus dramas, as violências sofridas. 

É aí que eu entro nessa história e questiono: quem é a verdadeira vítima dessa história? As mulheres que saíram quase nuas de casa e foram estupradas ou o vulgo tarado que está ali já pronto para qualquer coisa? Estou certa de que as belas mulheres se vestiram, ou melhor, se despiram pensando em provocar e atrair os belos homens, mas o tiro acaba saindo pela culatra e elas acabam despertando a atenção de todos, eu disse todos. O fato é que as vezes não sei distinguir a vítima do vilão.

Brinquemos, dancemos, pulemos o carnaval, mas estejamos certos de qual é o nosso objetivo, que nossas roupas e nossas atitudes possam deixar claro para as demais pessoas o que buscamos nesta que é dita a maior festa popular do Brasil.

Abraços carnavalescos a todos!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Rótulos humanos

Não sei porque as pessoas gostam tanto de se rotular. Fazem sempre questão de num momento de apresentação dizer que são magras ou gordas, negras ou brancas, evangélicas, católicas ou outra crença. Os rótulos por si só já supõem um preconceito, uma discriminação ou um comentário desnecessário a meu ver. Preconceito aliás, que parte do próprio locutor, daquele que fala.

Na verdade quando ouço algo do tipo fico sem saber o que dizer. Não sei se lamento, sinto pena ou raiva diante dessas situações. O que muda no conceito que uma pessoa tem a seu respeito quando você fornece uma informação dessa? Acrescenta algo?

Quando conheço alguém gosto de dizer que sou simpática, alegre, espontânea, sincera, impaciente e um tanto quanto chata quando o assunto é falsidade, ingratidão e discursos feitos em meio a rodeios, aqueles que muito falam e pouco dizem. Isso sim faz toda a diferença em mim, é o que me torna um ser humano único, interessante, gente boa ou não, depende do gosto e do ponto de vista de cada um.

Pessoas rotuladas são dignas de piedade, demonstram insegurança em suas falas e são demasiadamente desinteressantes. Por exemplo: quando me inscrevo em algum processo seletivo digo que sou negra, mas que não estou interessada em cotas para negros porque minha capacidade intelectual nada tem a ver com a cor da minha pele. Quando faço menção ao fato de eu ser gorda, só o faço para brincar com essa realidade, não que eu espere uma palavra amiga de alguém me consolando por causa dessa tragédia. Ah quer saber? Que se explodam os comentários, consolações e que se explodam também os rotulados, aqueles que se auto-rotulam. Vamos deixar de fazer papel de vítima, sejamos heróis ou vilões, mas sejamos alguém que age, luta, se movimenta e não aquele que sempre faz o coitadinho, o fraco, injustiçado.

O mundo precisa de gente forte, gente que faz, gente com personalidade forte e autêntica. Se tivermos que usar um rótulo que seja este, não outros de ordem mesquinha. Acorde, seja mais você, sempre!

Abraços desrotulados a todos!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sobre o amor

O amor é mesmo um sentimento muito difícil de ser compreendido. O amor é muito imprevisível, se adianta, se arrisca, ora é egoísta, ora compartilha demais e compartilha o que não deve. O amor não teme coisa alguma, aquela temida possibilidade de algo dar errado não abala a determinação do amor. Tampouco as ideias de "vai ser melhor assim" e "isto não é politicamente correto" conseguem intimidar o amor. 

Esse sentimento, muitas vezes, atropela tudo e todos que encontra pela frente apenas para satisfazer um desejo intenso, uma paixão, algo que se acredita valer a pena. O amor é sim um sentimento forte, nobre e puro e, é exatamente por esse motivo que não se pode chamar de amor pequenas paixões que se fazem passar por ele para justificar seus atos desmedidos, infantis e inconsequentes.

O amor está aí para ser amado, amemos pois.

Abraços amáveis a todos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Gordos!

Após 27 anos vivendo acima do peso, hoje posso falar com conhecimento de causa. Após anos e anos observando constatei um fato simples que poucas pessoas constataram até hoje: gordos são gordos e magros são magros. Mas não é apenas isso, aprendi e concluí que gordos são apenas gordos e magros são apenas magros. Não dá para tirar nenhuma outra conclusão a respeito de uma pessoa a partir dessa constatação. Não é possível dizer que uma pessoa é honesta, feliz, amada, amável, inteligente ou ignorante apenas olhando para suas formas físicas. Mesmo porque isso é pré-definido pela genética, podendo até sofrer influências externas, mas a questão é genética.

Durante minha infância ser gorda não era nem um detalhe para mim, pois brincava, pulava, corria e me divertia como uma criança magra. Mas foi durante a adolescência que me fizeram crer que esse fato era mesmo muito relevante na minha vida. Foram anos a fio acreditando que eu era inferior apenas porque era gorda. Mas e as minhas excelentes notas na escola? E a minha simpatia, carisma, bom censo? Não contam? Sabe o que é? Sou gorda, baixinha, linda, inteligente, honesta, bem resolvida e FELIZ. Aliás, eu não me incomodo com o meu peso, quem se incomoda são os outros que vivem a indicar uma dieta que uma tia fez e deu certo e tal...Todo mundo preocupado, mas cotas para gordos que é bom, ninguém inventou ainda. As vezes até queria saber quem são as pessoas que tanto me jogaram pedras e tentaram de todas as formas me derrubar e fazer com que eu me sintisse inferior, mas é que olho pelo retrovisor e as vejo tão pequenas que não é possível reconhecê-las.

Aprenda de uma vez que gordos são apenas gordos, magros são apenas magros, assim como brancos apenas brancos e negros apenas negros. Agora se você se define inferior ou superior partindo apenas de uma dessas realidades, aí sim, infelizmente, terei que mudar meu conceito e dizer que gordos também são magros, porém no pensamento, na auto-estima, no bem estar.



Abraços gordos e carinhosos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Tropeços e quedas

Falemos então das quedas, dos tropeços da vida. Eles são inevitáveis em qualquer fase de nossa vida e em qualquer trabalho que realizamos. As vezes são resultado de um passo mal dado, outras vezes são consequência da falta de atenção ao caminhar e em muitas outras acontecem apenas porque alguém jogou uma pedra em nosso caminho e nos fez tropeçar. O fato é que caímos.

Ninguém ensaia para cair bonito, mas uma vez no chão, temos tempo para pensar no levantar mais elegante possível. Levantar com elegância, dar o primeiro passo após a queda e caminhar sempre com mais atenção para evitar novos tropeços e quedas. Tenhamos sempre em mente que a glória não está na queda, mas na força e determinação com as quais levantamos e retomamos a caminhada. Só cai quem está caminhando.

Forte abraço! E muitas quedas para que possas levantar muito mais forte!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Responsabilidade

Todos nós participamos de diferentes grupos sociais: trabalho, igreja, amigos, associações e tantos outros, logo é natural que dentre esse grupos tenhamos que realizar algumas tarefas que beneficiam o conjunto e também a nós mesmos. Entra em campo então a responsabilidade, ao menos deveria entrar.

Já sou crítica, exigente e chata por natureza, mas se tem algo que me tira do sério em segundos é perceber a falta de responsabilidade de alguém próximo, principalmente se isso implicar em meus compromissos. Acho tão desnecessário alguém ser chamado ou visto como irresponsável até porque na maioria das vezes somos nós que chamamos a responsabilidade e não os outros que nos entregam. Ninguém é obrigado a prometer nada, mas prometeu, cumpra. Simples assim. Se o fardo está pesado, entregue, e perceba que entregar é bem diferente de deixar à beira do caminho.

Sempre que for convidado a assumir um compromisso verifique primeiro seu tempo disponível, sua capacidade e habilidade de desenvolver tal tarefa, sua boa vontade, enfim, veja se és capaz de dar conta do recado, caso contrário não diga que fará, afinal, se assim for, alguém estará contando com sua participação e se você não fizer vai deixar um "buraco" que poderá ser difícil de tapar mais tarde.

Não sei porque, mas sempre vejo casos de irresponsabilidade extrema nas tarefas das igrejas, trabalhos sociais beneficentes ou apenas de confraternização e outros de mesma natureza. Tudo o que sei, observo e acho até curioso é que no trabalho, nas funções remuneradas ninguém deixa passar os compromissos uma vez que tal atitude pode custar o salário do fim de cada mês.

Vamos repensar nossos conceitos acerca das responsabilidades que assumimos. Irresponsável é um codinome que não cai bem para ninguém. Seguindo aquela história de: "se viu que vai cair, deita", se sabe que não vai dar conta, não assuma. Fica a dica. Responsabilidade, uns têm, outros tentam, os piores nem sabem o conceito.

Forte abraço a todos!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O tão esperado ano novo chegou!

Bom, para os que tanto esperavam ele já está aí. O tão sonhado e aguardado ano novo chegou, e agora? É curioso como a maioria de nós entra o mês de dezembro já contando os dias para a chegada do Natal e do ano novo e quando estes chegam essa espera se resume a uma grande festa e bebedeira.

Já começamos o ano mal. Todos aqueles projetos e promessas para o ano vindouro caem por terra. Vou emagrecer, vou economizar dinheiro pra tal coisa, vou mudar meu jeito de pensar, vou parar de beber, fumar, serei mais ponderado...e tudo o que fazemos no primeiro dia do ano é exatamente o contrário, portanto, não nos levará a tais realizações e nem tampouco nos ajudará a alcançar esses objetivos. Aliás tudo o que não há no primeiro dia do ano é ponderância.

Começar bem um novo ano, é começar com agradecimento, com oração, já colocando em prática seus planos e sonhos. Também não basta simplesmente orar pedindo amor, paz, saúde, harmonia, prosperidade e não fazer acontecer. O amor é resultado de amor, paz é consequência de paz, saúde requer cuidados, harmonia vem com a paz e a prosperidade é fruto do trabalho. Quem faz o ano novo acontecer somos nós, portanto, não devemos ficar esperando para ver o que 2012 nos trará. 2012 não nos trará nada, apenas 366 dias para que façamos as coisas acontecerem por nosso mérito. Não questione o que 2012 te trará, mas o que você está levando para ele. O que você trouxe de 2011? É possível usar tais experiências neste novo ano? Ou tudo o que você fez é tão vazio que não pode ser aproveitado ou sequer reaproveitado, reciclado? 

Você deveria trazer grandes coisas na bagagem, afinal você passou o 2011 inteiro sabendo que 2012 chegaria. Não seria na verdade essa ansiedade para com a virada de ano uma fuga? Uma fuga de tudo aquilo de sujo, imprestável e desnecessário que fizeste no ano que se foi? Ainda é tempo de refletir, colocar os pés no chão, a cabeça no lugar e dar um novo rumo à vida, à sua história.

Um feliz, abençoado e trabalhado 2012 a todos!